top of page

LiDAR na Amazônia: uso da tecnologia para estimativa de biomassa

  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

Para celebrar o dia 5 de setembro, o Dia da Amazônia, é importante ter em mente a relevância desse bioma para o Brasil e o mundo. Além de sua biodiversidade, a Amazônia possui uma enorme quantidade de carbono armazenado em sua vegetação. Estimativas apontam que apenas as árvores vivas acima do solo armazenam cerca de 108 bilhões de toneladas de carbono e tem grande influência no equilíbrio ambiental. Por conta disso, estimar a biomassa presente na floresta e acompanhá-la ao longo do tempo permite estudar as mudanças desses parâmetros ao longo do tempo, causadas pelo desmatamento, queimadas e outras formas de degradação.


A forma mais utilizada atualmente para essa estimativa é o levantamento realizado em campo, compilando dimensões da árvore, como diâmetro, altura e densidade de sua copa. Esses dados, posteriormente, são processados em equações alométricas que estimam a biomassa de cada árvore. Porém para grandes áreas como no caso do bioma amazônico, que possui alta densidade vegetativa, esse método se torna inviável e assim surge o uso de sensoriamento remoto, essa tecnologia vem avançando e ganhando mais força a cada dia 

Dentre essas tecnologias, destaca-se o LiDAR, sigla para Light Detection and Ranging. Esse sistema emite pulsos de laser em direção à vegetação que, ao atingirem folhas, galhos, troncos ou qualquer outra superfície, têm parte do sinal retornando ao sensor. Com base no tempo de retorno do laser emitido, o sistema computa as informações de altura, estrutura e formato da vegetação. Após o processamento das informações, é criado um modelo tridimensional chamado de “nuvem de pontos”.

Com essas informações, é possível relacionar os dados coletados pelo LiDAR, como altura da vegetação, distribuição das plantas e densidade das copas, com os dados coletados manualmente no campo. Dessa forma, é possível criar modelos capazes de estimar a biomassa sem a necessidade das coletas em campo. Atualmente, diversos estudos já utilizam dados de LiDAR somados a dados de inventários florestais para produzir mapas de biomassa e melhorar a análise da distribuição do carbono armazenado na vegetação.

O uso de tecnologias como o LiDAR mostra como novas tecnologias auxiliam no monitoramento e na conservação da Amazônia. Para a Engenharia Agrícola e Ambiental, essa tecnologia é importante, pois permite colaborar com áreas de geoprocessamento e análise de dados aplicados à gestão dos recursos naturais. Assim, além de contribuir para pesquisas sobre biomassa e carbono, o LiDAR pode auxiliar no planejamento ambiental e no acompanhamento das mudanças que ocorrem na floresta.

Referências

OMETTO, J. P. et al. A biomass map of the Brazilian Amazon from multisource remote sensing. Scientific Data, 2023.

FIGUEIREDO, E. O. et al. LIDAR-based estimation of bole biomass for precision management of an Amazonian forest: comparisons of ground-based and remotely sensed estimates. Remote Sensing of Environment, 2017.

ALMEIDA, D. R. A. et al. Aboveground Biomass Estimation in Amazonian Tropical Forests: a Comparison of Aircraft- and GatorEye UAV-borne LiDAR Data in the Chico Mendes Extractive Reserve in Acre, Brazil. Remote Sensing, 2020.

OPENAI. ChatGPT. Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial sobre o uso de LiDAR por drone para estimativa de biomassa na Amazônia. Gerada em: 2 set. 2026.

GATTI, L. V. et al. Synthesis of the land carbon fluxes of the Amazon region between 2010 and 2020. Communications Earth & Environment, 2024. 

Texto de: João Vitor Magalhães Avila


Referente ao mês 09 (Dia da Amazônia - Dia da Árvore)

 
 
 

Comentários


Posts Recentes

Arquivo

b07ad2_3931a1e4def9499b8ee6bd033aea77d7_
identidade_04.png

Departamento de Engenharia Agrícola

Av. P.H. Rolfs, s/nº, Campus Universitário, Sala 125A

CEP 36.570-900 - Viçosa-MG

Contatos: (31) 3612-4010 | pet.eaa@ufv.br

bottom of page