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Sugestões simples para melhoria do índice de separação de resíduos na fonte

  • 11 de nov. de 2019
  • 2 min de leitura

Com a tarefa de escrever mais um texto para o site do PET.EAA, lembrei-me de 2 sugestões/ações que podem melhorar a separação de resíduos na fonte.


Primeiramente, lembremo-nos que produzimos bastante lixo (resíduos sólidos) todos os dias. Esse valor vem aumentando, não só com o aumento da população, mas também com o aumento da tecnologia, do conforto. A Profa. Rejane Nascentes, em sua palestra para o PET, nos informou que a média já chega a quase um quilograma per capita diário.


Os chamados “resíduos sólidos urbanos” (RSU) podem ser divididos em fração orgânica (FORSU) e resíduos não orgânicos. A FORSU geralmente tem como destino os aterros sanitários (embora em muitos lugares ainda persistam os “lixões” e os aterros controlados). Sabe-se que com a compostagem essa fração poderia ser fonte de nutrientes e/ou condicionante de solo para a agricultura e para a recuperação de áreas degradadas. Mas essa história fica para outro momento.


O comprometimento de parte dos aterros em receberem material que poderia ser reciclado é um dos maiores problemas para gestoras de resíduos sólidos. Por outro lado, é sempre desejável a melhoria nas ações em nível residencial para a separação do lixo. Assim, pensemos aqui em duas sugestões:


1) As sacolas plásticas, embora não sejam a melhor solução, ainda são usadas por quase toda a população para separar lixo. Se os supermercados da cidade se unissem, fornecendo “na boca do caixa”, alternativamente, sacolas amarelas para lixo seco e sacolas cinzentas oxibiodegradáveis para lixo orgânico), poderíamos, por intuição ter uma maior taxa de separação na fonte.


É o que o PET.EAA propôs no “Projeto Estiva”. Para saber mais acesse: https://periodicos.ufv.br/elo/article/view/1206

Figura: Sacola “NÃO recicláveis MOLHADOS” Cinzento para o resíduo úmido; Sacola “Recicláveis SECOS” Amarelo para os resíduos secos. Fonte: Schott Filho et al., 2017.


2) Sugestão de APP:


Outro problema que ocorre com muita frequência no nosso município, e em muitos outros Brasil afora, é a não observância dos horários pré-agendados para que coloquemos o lixo “para fora” de casa. O que acontece é que muitos colocam as sacolas para fora sem separar os resíduos e sem observar se está na hora da coleta pelo SAAE ou serviço equivalente.


No mundo de hoje, com centenas, milhares de apps que facilitam nossa vida, não seria difícil para as autarquias a aquisição ou desenvolvimento de um aplicativo que nos avisasse, via configurações personalizadas (SMS, mapas etc.) a posição dos caminhões coletores de resíduos (recicláveis ou não). Basta imaginarmos a mensagem: “Atenção, o caminhão de recicláveis, que passa toda quinta-feira em seu bairro está a um quilômetro de sua casa. Clique no mapa e acompanhe o deslocamento em tempo real”.


Pesquisando na internet, observamos que já existem cidades trabalhando nesse sentido:



Sabemos que sugerir é mais fácil que implementar, mas cremos que são pequenas sugestões que poderiam ajudar na gestão de RSU em cidades como Viçosa.

 
 
 

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